sábado, 6 de setembro de 2008
Está chegando a hora...
Vamos tirar um tempo para decidir em que vamos votar.
Deixar para decidir isso na hora que entra na cabine de votação é muita irresponsabilidade.
Analise os candidatos com cuidado, seu histórico de vida, suas propostas...
Uma dica... tenho sido parado na cidade por diversos candidatos... e sempre me perguntam se tenho candidato, e caso não tenha, "que dê uma força" para a sua candidatura.
A minha pergunta para todos eles é a seguinte: "Qual a sua plataforma política? O que você defende? O que pretende fazer pela cidade?" Até agora todos gaguejaram na hora de responder...
Faça o teste você também e deixe seu comentário.
Discurso com efetividade: como escrever e apresentar para ser entendido

Nesta época eleitoral, em que milhares de candidatos a prefeituras e câmaras de vereadores do Brasil inteiro disputam a atenção dos eleitores em discursos (seja em eventos públicos, ou mesmo pela televisão), a demanda por bons discursos só aumenta, e a qualidade geral do que ouvimos mostra o quanto todos teríamos a ganhar se os autores e apresentadores destes discursos (sejam eles políticos, paraninfos, homenageados, pais de noivas ou tantos outros discursantes do dia-a-dia) dominassem melhor a arte de comunicar claramente uma idéia.
Usualmente se diz que um bom discurso se identifica por 3 fatores, que devem estar presentes em grau suficiente e adequado ao tema e à circunstância:
- brevidade
- leveza
- repetição
É isso mesmo: os critérios tradicionais não incluem a clareza ou a empatia. O discurso tradicional muitas vezes é escrito pensando em garantir que o público vai escutá-lo (associado ao conceito de eficácia), e não com a meta maior, que seria garantir que o público vai se convencer após ter entendido a mensagem que o autor desejava passar (que seria a idéia associada ao conceito de efetividade).
E é por isso que muitas vezes terminamos de ouvir o dicurso com a sensação de que não houve nenhuma novidade, e que a pessoa falou, falou e nada disse.
Já para um discurso efetivo, que leve o público a compreender e se convencer da mensagem, há duas condições essenciais, segundo Dan Pink - que foi redator-chefe dos discursos de Al Gore, famoso por saber se comunicar bem com as mais variadas audiências. São elas:
- Identificar claramente qual a mensagem que queremos passar
- Saber explicar por que essa mensagem é importante para o público
Parece simples, não? Mas a maioria dos discursos que ouvimos são gerais, sem foco, não têm um argumento central, e muito menos uma indicação clara de sua importância. Se você conseguir reunir as duas condições acima antes de escrever seu discurso, portanto, você já estará à frente da maioria de seus concorrentes e pares.
E é por isso que vamos aproveitar a experiência do redator de Al Gore (e de outros autores do mesmo ramo) para reunir uma série de dicas para discursos efetivos, que você lê a seguir.
Quer ler o resto???
então acesse um dos melhores blogs que conheco:
www.efetividade.net
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
ONGs e entidades entram na campanha
O Sebrae, por exemplo, elaborou uma cartilha que ensina os candidatos a prefeito a incluir em seus programas de governo o apoio às micro e pequenas empresas. A entidade vai distribuir o documento aos partidos políticos. O guia revela aos políticos a real situação das pequenas empresas no país, os empregos gerados nesse setor e pede que os municípios aprovem a regulamentação municipal da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, a Lei dos Supersimples.
No Paraná, 128 das 399 cidades já regulamentaram a lei. O estado é o terceiro do Brasil, atrás apenas do Espírito Santo, onde 61 dos 78 municípios já têm regulamentação; e do Ceará, onde 77 dos 184 municípios fizeram o mesmo. No país há, atualmente, 5,9 milhões de micro e pequenas empresas. Segundo o Sebrae, dos 5.562 municípios brasileiros, 4.002 ( 72%), têm menos do que 20 mil habitantes e a economia é sustentada através dos pequenos negócios.
A ONG Ciranda (Central de Notícias dos Direitos da Infância e Adolescência) reuniu, em julho, os candidatos a prefeito de Curitiba com o intuito de que firmassem um pacto em prol da infância na capital paranaense. O objetivo é que o futuro prefeito da cidade leve adiante propostas que fazem parte do Estatuto da Criança e do Adolescente. Caso não cumpra o combinado, estará sujeito a uma ação civil pública.
Meio ambiente
Já a Fundação SOS Mata Atlântica lançou o programa “Plataforma Ambiental”, para incentivar candidatos a incluir propostas de meio ambiente em seus planos de governo. Nos próximos dias 2 e 3 de setembro, o projeto será apresentado em Londrina e Curitiba. O objetivo é fornecer instrumentos paras os cidadãos nestas eleições e forçar que os candidatos assumam compromissos com o meio ambiente nos 3.406 municípios brasileiros que fazem parte do bioma da Mata Atlântica. Segundo a ONG, 120 milhões de pessoas vivem neste bioma e a idéia é cobrar atitudes concretas de conservação ambiental.
Na área industrial, a Fiep também está elaborando um movimento pelo voto consciente. Será criado um guia, canais de comunicação com a sociedade e ferramentas de suporte e instrução para cidadãos e candidatos. A federação pretende incentivar o empresariado e a sociedade a participarem da política. O movimento busca a defesa da democracia e das instituições republicanas. Princípios como a ética, a responsabilidade, o espírito público e o respeito pelo bem comum estão na linha de frente da federação.
Mas para tudo isso que está sendo pregado e distribuído sair do papel e funcionar efetivamente é preciso, segundo o presidente da Fiep, Rodrigo Rocha Loures, haver consenso em torno das prioridades e que as entidades e comunidade assumam tais bandeiras mesmo após as eleições. “O político só dá atenção aos assuntos que o eleitor também dá. Portanto, esse deve ser um processo contínuo e sistemático.”
A OAB também está entrando na campanha eleitoral com a intenção de incentivar o voto consciente. Na próxima segunda-feira, a Ordem lança, em Curitiba, o Comitê Cidadania e Voto Consciente. Os advogados querem que os candidatos assumam compromissos pré-definidos. A entidade ainda pretende dar subsídios para que o eleitor saiba em quem votar. A OAB está trabalhando pela elaboração projeto de iniciativa popular que elimina do processo eleitoral quem já está condenado em uma primeira instância judicial.
A CNBB também lançou a cartilha de orientação política. O slogan dos bispos do Brasil é: “Voto não tem preço. Voto tem conseqüências”. O documento ensina o eleitor a diferenciar promessas políticas que podem ou não se realizadas e define critérios para a escolha do candidato. Por exemplo: a CNBB orienta a não votar em quem defende o aborto e a eutanásia. No material, há um alerta para o eleitor de que campanhas onde há muito dinheiro sendo gasto não é um bom sinal.
Fonte:
http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/vidapublica/conteudo.phtml?tl=1&id=792086&tit=ONGs-e-entidades-entram-na-campanha
Cartilha de Combate a Corrupção nas Prefeituras do Brasi
| Cartilha de Combate a Corrupção nas Prefeituras do Brasil | | | |
Um bom ponto de partida é a cartilha "O Combate a Corrupção nas Prefeituras do Brasil", resultado da parceria da Amarribo com o Instituto Ethos e Transparência Brasil cuja publicação foi apoiada por diversas empresas.
A cartilha pode ser reproduzida na íntegra - sem modificações - e sua distribuição não é limitada. Para obtê-la procure nas livrarias Cultura, Saraiva ou no Submarino. Ou faça o download:
O Combate à Corrupção nas Prefeituras do Brasil (320.48 KB). Preço deste livro nas livrarias: R$12,00.
Disponibilizamos gratuitamente uma versão eletrônica da cartilha, cujo conteúdo é o mesmo da cartilha impressa. No entanto, agradecemos a quem desejar contribuir financeiramente para cobrir os custos com a divulgação da experiência, pois além de várias outras ações, a AMARRIBO está assumindo a administração do Hospital Santa Casa da Misericórdia, que de outra maneira teria fechado por falta de verbas. Veja na seção Como participar, a melhor forma de contribuir.
As seguintes empresas patrocinam a publicação desta 4ª edição da cartilha:

A cartilha da Amarribo - Um exemplo a ser seguido
| A cartilha da Amarribo | | | |
| 13 de setembro de 2005 | |
| Cansado das mesmas CPIs? Visite a Amarribo. É o nome de guerra da Amigos Associados de Ribeirão Bonito. A cidade fica no interior de São Paulo. Tem 11 mil habitantes. A ONG está na internet. Já passaram por sua página mais de 56 mil pessoas. Dá cinco vezes a cidade. Dois anos atrás a Amarribo publicou um livro chamado “O combate à corrupção nas prefeituras do Brasil”. Custa R$ 10 e está em terceira edição. Ou seja, espalhado pelo país, com 120 mil exemplares. Dá quase um Zuenir Ventura. Ele não poderia ser mais prático e oportuno. Trata-se de uma cartilha que ensina didaticamente a atazanar prefeitos, vereadores e outros próceres municipais flagrados em roubalheira. Baseia-se na experiência própria. A Amarribo patenteou a fórmula três anos atrás, ao botar na cadeia o prefeito de Ribeirão Bonito. Na época era uma ONG com poucos anos de vida. Tinha então, em seu currículo, pouco mais do que a restauração dos jardins no Morro do Bom Jesus. Havia ali um mirante abandonado. Um comitê de cidadãos restaurou-o. E, depois de devolvê-lo à população, virou ONG, em nome do “crescimento humano” da cidade. Tinha aprendido que não adianta esperar que as coisas caiam do céu e muito menos do poder público. Instituída, passou a dar palpites na administração municipal. O prefeito se esquivou dela e com isso fez mau negócio. A Amarribo, empurrada para a oposição, passou a juntar denúncias contra ele. Começou pelos sinais notórios de enriquecimento ilícito. “Antes mesmo da posse, prefeito e parentes passaram a circular com carros novos e fazer viagens internacionais”, conta o site da associação. Os carros estavam em “nome do proprietário de uma casa de carnes de São Carlos”, que lesara o comércio local num contrato com a prefeitura, obtido através de fraude na licitação. A concorrência tinha cláusulas feitas sob medida para ele. Daí ao dossiê foi um pulo. A ONG passou a juntar “notas fiscais de aquisição de combustível de cidades distantes, cujo produto não havia dado entrada na prefeitura municipal, e cópias de notas fiscais de aluguel de roçadeiras, tratores, de cidades distantes, que ninguém na cidade havia visto”. As “empresas de aluguel de máquinas não existiam”. O “combustível não dava entrada na prefeitura”. Os pagamentos “eram depositados na conta de um vereador”. Etc. Com a Amarribo puxando a opinião pública, a cidade virou. A política, como sempre, veio atrás. O prefeito controlava 11 dos 13 vereadores. Acabou em minoria. A Amarribo pediu à Câmara uma Comissão Especial de Investigação. Ela saiu por unanimidade. Apurados dos fatos, veio o processo de cassação. Outra unanimidade. Também, pudera. No dia da votação, havia 1,2 mil pessoas na porta da Câmara. Era mais ou menos um terço da população total de Ribeirão Bonito. O prefeito renunciou em abril de 2002. Foi preso em Rondônia quatro meses depois. E a Amarribo nunca mais largou os calcanhares dos administradores, não só em Ribeirão Bonito, como em todos os municípios onde a corrupção é endêmica. Todo mundo sabe que eles são muitos. Mas nem todo mundo sabe o que fazer com isso. Parece simples. Fernanda Verillo, a diretora de Combate à Corrupção da Amarribo, fala dessas coisas como se fosse uma dona de casa ensinando receita de bolo. O manual da ONG ensina a reconhecer notas fiscais frias, farejar o excesso de contas abaixo de R$ 8 mil, valor que dispensa licitação, desconfiar de muitas compras feitas em outras praças e do excesso de festas públicas, que costumam ser produzidas por empresas especializadas antes de mais nada na promoção do superfaturamento. De repente, a Amarribo parece estar em toda parte, a serviço de qualquer cidade onde haja qualquer coisa de podre. "Nossos esforços pelo uso correto das verbas públicas não se reduz à nossa cidade. Queremos contribuir para criar um modelo de gestão que impeça desvios de verbas e que possa se tornar referência para outras prefeituras", diz o site. Ela faz campanhas e conferências em outros municípios. Já inspirou mártires. Em Diamantina, semanas atrás, durante um seminário da ONG, um vereador fez discurso, abjurando o nepotismo. Apareceu morto, em circunstâncias mal explicadas, poucos dias depois. Pelo visto, está crescendo no país o número de pessoas que prefere uma Amarribo na mão do que duas CPIs voando. A Amarribo já tem até hino, que também se pode ouvir pela internet. A letra de Paulo Basque Celestino diz coisas assim: “Amarribo, com você/Eu irei por onde for/E seu nome honrarei/Com orgulho e com amor”. Gosto não se discute. Mas é melhor ouvir um hino desses do que reprise de discursos do presidente Lula. Segunda-feira, 12 de setembro de 2005 No mínimo Marcos Sá Corrêa Fonte:http://nominimo.ibest.com.br/notitia/servlet/newstorm.notitia.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&pageCode=8&textCode=18326&date=currentDate |
